O problema dos danos causados pelo robô autónomo na medicina

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Lara Alice da Costa Magalhães
Maria Malta Fernandes

Resumo

O presente artigo analisa a questão da responsabilidade civil pelos danos causados pelos mecanismos dotados de Inteligência Artificial (IA) aplicados à atividade médica, mais concretamente aos robôs. Tendo como ponto de partida a ideia de que estas entidades, dotadas de autonomia, contrariamente aos seres humanos, são desprovidos de sentimentos e estados de fadiga capazes de comprometer o seu desempenho, dependendo, pois, as suas decisões tão somente de algoritmos que operam com base em métodos de aprendizagem automática, a ocorrência de um dano e o eventual desencadeamento da responsabilidade civil nas suas categorias clássicas baseadas na culpa e no risco, pode revelar-se insuficiente para enquadrar aquele dano e indagar o seu responsável.


Para a análise da questão será efetuado, num primeiro momento, uma breve abordagem da utilização dos mecanismos dotados de Inteligência Artificial em contextos de atividade médica e o eventual desencadeamento da responsabilidade civil por ocorrência de danos por si motivados, para, de seguida, com uma necessária reflexão critica, se averiguar qual o responsável por aquele dano com vista à necessária imputação para o seu ressarcimento.

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Como Citar
da Costa Magalhães, L. A., & Malta Fernandes, M. (2026). O problema dos danos causados pelo robô autónomo na medicina. Jornal Jurídico (J²), 9(1), 44–56. https://doi.org/10.29073/j2.v9i1.1141
Secção
Artigo
Biografias Autor

Lara Alice da Costa Magalhães, ESTG-IPP

Mestre em Solicitadoria pela ESTG-IPP

Maria Malta Fernandes, ESTG-IPP

Professor Adjunta na ESTG-IPP.

 

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