https://www.revistas.ponteditora.org/index.php/naus/issue/feed Revista Lusófona de Estudos Culturais e Comunicacionais (NAUS) 2026-08-18T09:23:28-05:00 Ponteditora, Sociedade Unipessoal Lda. naus@ponteditora.org Open Journal Systems <p class="" data-start="283" data-end="601"><strong data-start="283" data-end="352">A NAUS: Revista Lusófona de Estudos Culturais e Comunicacionais</strong> é uma publicação científica semestral, de acesso aberto e com revisão por pares, dedicada à promoção da investigação, desenvolvimento, aplicação e disseminação de expressões, práticas e representações culturais e comunicacionais no espaço lusófono.</p> <p class="" data-start="603" data-end="1100">A revista acolhe contribuições que reflitam uma abordagem <strong data-start="661" data-end="749">convergente, interdisciplinar, transdisciplinar, pluridisciplinar e multidisciplinar</strong>, tendo como eixo central os conceitos de cultura e comunicação. A NAUS constitui-se como um espaço para o diálogo entre diferentes áreas do saber, incentivando a reflexão crítica sobre os desafios contemporâneos que atravessam a cultura, os media, as artes, a linguagem, os direitos e a sociedade civil no universo lusófono e em articulação global.</p> <p class="" data-start="1102" data-end="1413">Publica, preferencialmente, em <strong data-start="1133" data-end="1155">português</strong>, podendo, no entanto, acolher manuscritos noutras línguas quando devidamente justificados. Aceita igualmente submissões em português anterior ou posterior ao Acordo Ortográfico, desde que acompanhadas de nota expressa da escolha por parte dos autores.</p> <h3 class="" data-start="1420" data-end="1463"><strong data-start="1424" data-end="1461">Áreas de Enfoque / Palavras-chave</strong></h3> <p class="" data-start="1464" data-end="1694"><strong data-start="1464" data-end="1475">Cultura</strong> • <strong data-start="1478" data-end="1493">Comunicação</strong> • <strong data-start="1496" data-end="1505">Artes</strong> • <strong data-start="1508" data-end="1521">Lusofonia</strong> • <strong data-start="1524" data-end="1549">Pluridisciplinaridade</strong> • <strong data-start="1552" data-end="1577">Transdisciplinaridade</strong> • <strong data-start="1580" data-end="1599">Sociedade Civil</strong> • <strong data-start="1602" data-end="1622">Direitos Humanos</strong> • <strong data-start="1625" data-end="1634">Media</strong> • <strong data-start="1637" data-end="1658">Estudos Culturais</strong> • <strong data-start="1661" data-end="1675" data-is-only-node="">Identidade</strong> • <strong data-start="1678" data-end="1694">Globalização</strong></p> https://www.revistas.ponteditora.org/index.php/naus/article/view/1193 Corpo de proteção: Maternidades negras nas trincheiras do genocídio antinegro no Brasil 2026-05-20T07:52:04-05:00 Diogo Sousa sousas.diogo@gmail.com Ana Flauzina anapflauzina@gmail.com <p>Este artigo discute a maternidade negra como agência protetiva no contexto do genocídio antinegro e das medidas socioeducativas em meio aberto no Brasil. A partir de uma análise situacional realizada em um Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) de um município da Bahia, examinamos os modos pelos quais mães negras constroem estratégias de proteção de seus filhos diante da violência racial e da hiperexposição da juventude negra à morte. O artigo mobiliza contribuições dos estudos sobre antinegritude, maternidade negra e genocídio para propor a categoria analítica “corpo de proteção”, compreendida como a plasticidade física, psíquica e performática acionada por mulheres negras na defesa da sobrevivência de sua prole. A análise evidencia que as medidas socioeducativas, embora concebidas formalmente como instrumentos de proteção e socioeducação, operam frequentemente como extensões da lógica punitiva direcionada à juventude negra. Conclui-se que o corpo de proteção sintetiza tanto as estratégias comunitárias de preservação da vida quanto os efeitos devastadores do racismo antinegro sobre as maternidades negras.</p> 2026-08-10T00:00:00-05:00 Direitos de Autor (c) 2026 Revista Lusófona de Estudos Culturais e Comunicacionais (NAUS) https://www.revistas.ponteditora.org/index.php/naus/article/view/1195 Quando aprendemos por outras linguagens e enredos: Descolonialidades nas artes, nas línguas ancestrais e nos corpos performativos 2026-08-15T10:13:42-05:00 Flávia Nogueira Gomes flaviagomes.adv@gmail.com Gabriela Lins Vergolino gabrielavergolino@ufba.br Sandra Alves Moura de Jesus san.alvesmoura@gmail.com Vanessa Ribeiro Simon Cavalcanti vanessa.cavalcanti@ufba.br <p>A denúncia elaborada em relação ao capitalismo racial e ao passado colonial moldam estruturas de poder (Vergès, 2020), as quais são frequentemente perenizadas nos manuais didáticos através do silenciamento de matrizes africanas e originárias e da imposição de um currículo eurocentrado. Sair das “mesmices acadêmicas” (Sonia Alvarez, 2019), exige compromisso e rigor, metodologias que descubram, revelem e impulsionem novos olhares, problematizações e abordagens. Neste sentido, o recorte da pesquisa situa-se em três diferentes performances — dois monólogos e uma ópera — com o objetivo de analisar os contextos no quais se originaram os projetos, identificar práticas artísticas utilizadas para transmitir conhecimentos, com protagonismo de mulheres indígenas, negras, originárias, e compreender a complexidade dos contextos comunitários através das referidas práticas, além de demonstrar como a produção artística está se valendo das tecnologias, do uso de memórias e multimídias aliadas ao contexto tradicional e comunitário. A metodologia utilizada é o estudo de caso, com a apresentação de projetos artísticos protagonizados por mulheres, e recolha de dados baseadas nas performances e materiais publicados. Como resultado, pretende-se fomentar os debates sobre o intercâmbio artístico e cultural proposto por estas mulheres, com vistas a fomentar o respeito aos povos e territórios em sua diversidade, valorizando os saberes tradicionais aliados às diferentes tecnologias e linguagens, para fortalecimento do tecido comunitário (Segato, 2021).</p> 2026-08-15T00:00:00-05:00 Direitos de Autor (c) 2026 Revista Lusófona de Estudos Culturais e Comunicacionais (NAUS) https://www.revistas.ponteditora.org/index.php/naus/article/view/1153 Educação, cultura política e pedagogia: O caso do Padre Martins Junior 2026-06-02T17:22:26-05:00 Raquel Varela raquelvarela@fcsh.unl.pt <p>Neste artigo traçamos o lugar da educação na vida e obra do Padre José Martins Júnior e o seu legado, através de narrativa biográfica. O objetivo é — através de investigação de fontes e testemunhos — elencar a sua subjetividade singular, que se concentra na educação e cultura como pedagogia da política, como esfera pública e democrática. Ressoa na sua vida o princípio gramsciano “todos os homens são filósofos” porque toda a sua militância assentava na centralidade da política, mas vivida como não separação entre produtores e consumidores, trabalho intelectual e manual, dirigentes e dirigidos, numa visão omnilateral da humanidade, em direção à emancipação.</p> 2026-07-13T00:00:00-05:00 Direitos de Autor (c) 2026 Revista Lusófona de Estudos Culturais e Comunicacionais (NAUS) https://www.revistas.ponteditora.org/index.php/naus/article/view/1266 A cor que atravessa o tempo: Habitar a luz em Portugal e no Brasil por entre memória e travessias 2026-08-18T09:23:28-05:00 Vanda Maria Gonçalves de Sousa vandamariasousa62@gmail.com <p>Este artigo interroga a cor para além da sua mensurabilidade física, propondo compreendê-la como experiência corporal, temporal, situada e cultural. A partir de uma abordagem teórico-conceptual de orientação fenomenológico-hermenêutica, estabelece-se um percurso entre Newton, Goethe, Alexander von Humboldt e Wittgenstein e, posteriormente, Bergson, Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty, para pensar a relação entre luz, perceção, linguagem, duração, corpo e mundo. A parede branca funciona como situação fenomenológica recorrente: permanece reconhecível enquanto a sua aparência se transforma, permitindo sustentar a hipótese de que a cor não apenas muda no tempo, mas pode tornar o próprio tempo sensível. Portugal e Brasil ampliam esta questão à paisagem e à cultura, através da relação entre luz, matéria, atmosfera, memória e práticas historicamente situadas. Com Pastoureau, Gage e Batchelor, discute-se de que modo a experiência cromática se sedimenta culturalmente sem estabelecer qualquer determinismo entre geografia e cultura. Ligados por uma história assimétrica, por uma língua comum e pelo Atlântico, Portugal e Brasil permitem pensar a permanência através da transformação: materiais, palavras, imagens e formas culturais atravessam o oceano e encontram outras luzes, corpos e memórias. Conclui-se que medir, classificar ou reproduzir uma cor não equivale a habitá-la e que a experiência cromática constitui uma relação entre corpo, tempo, lugar e cultura. Entre Portugal e Brasil, a cor não desenha, assim, uma fronteira, mas uma travessia.</p> 2026-08-20T00:00:00-05:00 Direitos de Autor (c) 2026 Revista Lusófona de Estudos Culturais e Comunicacionais (NAUS)