Teoria Da Agência E Compliance

Main Article Content

Jan Felipe Silveira
https://orcid.org/0000-0003-0178-1219

Resumo

O artigo tem como elemento nuclear o estudo do conflito de agência à luz da teoria geral do Compliance. Para tanto, são abordados aspectos basilares da estruturação de mecanismos de incentivos sob o enfoque do alcance efetivo de conformidade normativa, diante de possíveis conflitos de interesses. O estudo se baseia em uma análise dedutiva de mecanismos eficientes de incentivos positivos e negativos, que possibilitam a preservação da integridade institucional. O tema demonstra elevada relevância na medida em que há uma crescente preocupação reputacional por parte das empresas, especialmente no tocante à observância de princípios éticos em sua atuação, em todos os níveis da organização (operacional, gerencial e estratégico). Nas relações de agência, o principal e o agente incorrem em custos positivos de monitoramento e vínculo (não pecuniários e pecuniários) e, em diversas ocasiões, haverá alguma divergência entre as decisões do agente e as decisões que maximizariam o interesse empresarial. Nesse cenário, a adoção de incentivos que busquem aproximar os interesses do agente e os objetivos institucionais das companhias, skin in the game, passa a ser um dos focos principais do estudo, como forma de dar maior efetividade para o programa de conformidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Article Details

Como Citar
Silveira, J. F. (2022). Teoria Da Agência E Compliance. E3 — Revista De Economia, Empresas E Empreendedores Na CPLP, 8(1), 005–015. https://doi.org/10.29073/e3.v8i1.610
Secção
Artigos
Biografia Autor

Jan Felipe Silveira, Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS

Mestre em Direito da Empresa e dos Negócios pela UNISINOS, advogado do escritório FELIPE SILVEIRA Advocacia

Referências

Akerlof, G. (1970). The market for lemons: quality uncertainty and the market mechanism. The Quarterly Journal of Economics, Massachusetts, v. 84 (3), 488-500. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/1879431. Acesso em: 15 ago. 2021.

Araújo, F. (2005). Introdução à economia. 3. ed. Coimbra: Almedina.

Caliendo, P. (2008). Direito Tributário e análise econômica do direito. Rio de Janeiro: Elsevier.

Coase, R. (2017). A firma, o mercado e o direito. 2. ed. Tradução de Heloisa Gonçalves Barbosa. Rio de Janeiro: Forense.

Forgioni, P. (2016). Contratos empresariais: teoria geral e aplicação. 2. ed. São Paulo.

Furubotn, E. & Richter, R. (2005). Institutions and economic theory: the contribution of the new institutional economics. 2nd ed. USA: The University of Michigan Press.

Garoupa, N. (2007). A análise econômica do direito como instrumento de reforço da independência do judiciário. Revista de Direito Bancário e do Mercado de Capitais, São Paulo, v. 37, 81-87.

Gico, I. (2019). Introdução ao direito e economia. In: TIMM, Luciano Benetti (org.). Direito e economia no Brasil. 3. ed. Indaiatuba.

Jansen, M. & Meckling, W. (2009). Theory of the firm: managerial behavior, agency costs, and ownership structure. In: KROSZNER, Randall S.; PUTTERMAN, Louis. (ed.). The economic nature of the firm: a reader. 3rd ed. New York: Cambrigde University Press.

Laffont, J. & Martimort, D. (2002). The theory of incentives I: the principal-agent model. New Jersey: Princeton University Press.

Lin, Min. (2017). Law and economics of security interests in intellectual property. Rotterdam: Erasmus University Rotterdam.

Mackaay, E. & Rousseau, S. (2015). Análise econômica do direito. 2. ed. Tradução de Rachel Sztajn. São Paulo: Atlas.

McLaughlin, S. (2013). Unlocking company law. 2nd ed. New York.

Michel, S. (2017). The process of constitution-making: a law and economics analysis. Rotterdam: Erasmus University Rotterdam.

Nóbrega, A. (2014). A Nova Lei de Responsabilização de Pessoas Jurídicas como Estrutura de Incentivos aos Agentes. Economic Analysis of Law Review, v. 5 (1), 138-152. Disponível em: https://www.proquest.com/docview/1558845570. Acesso em: 13 out. 2021.

North, D. (1990). Institutions, institutional change and economic performance. New York: Cambridge University Press.

Pareto, V. (1996). Manual de economia política. Tradução de João Guilherme Vargas Netto. São Paulo: Nova Cultural.

Ribas, M. & Müller, C. (2018). Governança Corporativa sob a Perspectiva da Nova Economia Institucional. Revista Eletrônica do Curso de Direito das Faculdades OPET, Curitiba, Ano XI, n. 18.

Ricker, W. (1995). Political Science and Rational Choice. In: ALT, James; SHEPSLE, Kenneth. Perspectives on Positives Political Economy Yearbook. Constituing International Political Economy. New York: Cambrigde Press.

Rubin, E. (2006). The internet, consumer protection and practical knowledge. In: WINN, Jane K. (org.). Consumer protection in the age of the “information economy”. Burlington: Ashgate Publishing Company.

Saddi, J. (2003). Os alicerces teóricos do “Law & Economics”. São Paulo: Valor Econômico.

Salama, B. (2008). O que é pesquisa em direito e economia? Cadernos de Direito GV, São Paulo, v. 5 (2).

Schäfer, H. & Ott, C. (2004). The economic analysis of civil law. Northampton: Edward Elgar Publishing.

Silveira, J. (2021). A Aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos Contratos Empresariais sob a Ótica da Análise Econômica do Direito. Belo Horizonte: Editora Dialética.

Souza, R. (2017). A governança nos fundos de investimento e o novo marco regulatório: uma análise dos custos de agência. Revista de Direito Bancário e do Mercado de Capitais, São Paulo, v. 75.

Weinrib, E. (2017). La idea de derecho privado. Tradução de Eze Paez. Madrid: Marcial Pons.

Wolkart, E. (2019). Análise econômica do processo civil: como a economia, o direito e a psicologia podem vencer a tragédia da justiça. São Paulo: Thomson Reuters.

Zanchim, K. (2006). Racionalidade jurídica e racionalidade econômica: entre o Monte e o Rio. Revista de Direito Mercantil, Industrial, Econômico e Financeiro, São Paulo, n. 142, 56-65.